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6 motivos para viajar com o seu bebê

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por: Daiana Almeida

E então que algumas semanas ou meses depois do nascimento do seu filho você começa a respirar fora do puerpério. Começa a firmar o pé novamente na vida, a nova vida, mas não sem um pouco (muito?) de nostalgia da vida antiga. Já não se sente a mesma pessoa, mas tem saudades de quem era, das coisas que gostava de fazer. Puerpério é esse período de transição, de estar com um pé lá e outro cá, antes de reencontrar o seu lugar no mundo. E se uma das coisas que você gostava de fazer era viajar, chega aqui que eu preciso falar com você rapidinho.

Eu sou uma pessoa que ama viajar, muito mesmo. Depois do parto, durante o auge da fase enlameada puerperal, eu chorava olhando as fotos de viagens na parede e me perguntava onde eu havia me metido. A sensação era de que nunca mais eu pisaria naquela vida novamente. Passado o tempo, eis que hoje, dois anos e pouco depois, já contamos em família duas viagens internacionais, duas viagens interestaduais e outras tantas por perto da cidade.

Assim, eu me sinto à vontade para listar aqui seis motivos pelos quais você deve considerar viajar com o seu bebê.

1) Oportunidade de desenvolvimento

Veja que eu disse oportunidade, não estímulo. Eu sou da turma que acredita que uma criança com desenvolvimento típico não precisa de nenhum estímulo planejado para se desenvolver. Ela apenas precisa ter oportunidade de experimentar o mundo de forma ampla. E experiências novas é que não faltam numa mudança de ambiente. Numa viagem de férias, fora de casa, do cercadinho, do tapetinho, do bebê conforto e do emborrachado, o pequeno poderá ter contato muito mais constante com areia da praia, com a grama do parque, com a casca da árvore, até com a neve, quem sabe? Mesmo o chão do aeroporto, terror das mães mais, digamos, cuidadosas, tem lá os seus estímulos para o bebê. Então pode ser que ele não guarde memórias, mas os ganhos irão bem além.

2) Benefícios para os cuidadores

As primeiras semanas do puerpério imediato são tensas. Provavelmente o companheiro ou a companheira passa parte do tempo fora de casa, e quando estão juntos, já exaustos do dia, a felicidade está em poder descansar para recomeçar a labuta no dia seguinte. Passado o período mais crítico, uma viagem em família pode ser um alento desta transição entre vidas. Pode ser aquele período de respiro que vai mostrar que há forma de manter um equilíbrio entre as demandas da nova vida, e as coisas que eram valorizadas na vida antes do filho, no caso, as viagens. Sem contar que estando juntos 24h por dia, certamente será mais fácil encontrarem um tempinho a sós.

3) Contato com a família extensa

Dificilmente toda a família mora na mesma cidade. Há sempre aqueles avós, tios, ou primos que apesar de serem muito significativos para os pais, moram longe, e morrem de vontade de sentir o cheirinho do bebê (ainda impossível pelo Skype). A formação dos laços afetivos e do sentimento de pertencimento à família fora do núcleo dos cuidadores imediatos já valem os quilômetros rodados. Considere ainda os muitos braços de confiança e disponíveis para dar aquela folga nos cuidados com o pequeno. Não por menos as primeiras viagens costumam ser para casa de familiares, onde se sente mais segurança e se tem mais estrutura para chegar com o filho.

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4) Liberdade para escolher o destino

Com um bebê pequeno, cujo conforto está no seu colo, o céu é o limite para os destinos de viagem. Onde o seu colo estiver, e você se sentir segura e confortável, o seu filho também pode estar. Qualquer lugar do mundo onde vivam crianças dignamente, há estrutura para receber também o seu filhote. Então aproveitem para fazer viagens que sejam interessantes para vocês, sem se preocupar se a criança vai gostar ou se tem parquinho. Um bebê se diverte com qualquer coisa, tudo é novidade. Os quadros coloridos de um museu chamam a atenção. As bolas numa loja de esportes são uma diversão. O canto dos pássaros numa trilha pode ser uma grande descoberta na sua vidinha ainda tão curta.

5) Dedicação exclusiva ao bebê

Na rotina comum, dificilmente conseguimos nos dedicar exclusivamente aos filhos, exceto talvez nos primeiros dias, quando a sua necessidade de atenção é imperativa. Depois disso vêm as demandas de casa, do trabalho, das outras pessoas perante as quais temos responsabilidades. Os nossos outros papéis vão retornando e de vez em quando vamos ouvir de outras pessoas que o bebê deu a primeira gargalhada / colocou o pé na boca / se virou na cama. Eu sei, dá uma dorzinha no coração não ser sempre a audiência primária de cada micro desenvolvimento daquele serumaninho. Durante uma viagem, quando vocês saem da rotina e estão grudados 24h sem outras demandas, isso é possível. É um período muito rico e uma delicia observar cada pequeno aprendizado. Uma oportunidade de ter muito tempo de qualidade na estruturação inclusive do vínculo do bebê com seus cuidadores principais.

6) É barato, acredite

Se nada disso convenceu, tenho esta última cartada. Até os dois anos, a criança não paga passagem. Até os seis meses não há preocupação alguma com comida. Quanto menor, mais fácil dormir na cama com vocês e não exigir maiores estruturas de hospedagem. Tudo bem que nas primeiras vezes se quer levar a casa na cabeça, mas se descobre rapidamente que qualquer bacia de supermercado substitui sua banheira trambolho, um sling pode fazer as vezes de carrinho com folga (já fiz essa comparação aqui), e vamos combinar que se ele ainda mamar self-service no peito é de uma praticidade inigualável.

E aí? O bichinho viajadeiro te mordeu? Oba!! Caiam na estrada e vão ser felizes!
Se quiserem dicas, passem lá no GNH Podcast. Já tivemos uma série sobre viagens, aqui, aqui e aqui.

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Coaracy

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